quinta-feira, 3 de março de 2011

CRÔNICA

            O texto abaixo, sobre o "BBB",  circula na internet. Supõe-se ser de Luiz Fernando Veríssimo. Não há confirmação de que são palavras do escritor. Aliás, não é seu estilo. Será publicado, por ser de bom conteúdo e de alto caráter educativo. - João Evilázio Gomes


A VERGONHA    


 “Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço…A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil, encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros.. todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE..
 Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas. Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.
 Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
 São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outrostrabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
 Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…, estudar.. , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… , visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade”.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Descaso: Praça Descuidada Prejudica Uma Cidade

João Evilázio Gomes

      Em Barbacena, Região Central do Estado, moradores, comerciantes e taxistas da Praça Santos Dumont, e pessoas que a frequentam como laser, sofrem duras consequências da administração ditatorial anterior. O logradouro é o principal caminho para o aeroporto, grandes bairros e imensa área rural produtiva. A praça era bonita e pitoresca, mas, com a chamada revitalização, ficou completamente descaracterizada: antigos e duráveis bancos de cimento foram substituídos por peças de madeira da pior qualidade, trincadas pelo sol; a banca de jornal foi construída encostada num poste, debaixo de um cabo de alta tensão e com a porta rente ao meio-fio; a saída direta para a rua aumenta o risco de atropelamento; a cabine dos taxistas foi instalada em local errado. Mesmo assim, na época, a Cemig ligou a luz para atender pedido da prefeitura. Contudo, gora, alegando irregularidades na construção, cortou o fornecimento de energia, deixando o ponto dos condutores no escuro. Redutores de velocidade, que funcionam, também, como passarelas, formam enorme lagoa durante as chuvas. Faltam placas de sinalização e veículos estacionam em lugares proibidos. A prefeitura promete, mas não soluciona os problemas.


Clip do filme de François Truffaut, Julis et Jim

A Máfia Médica


Setembro 5, 2010 às 8:13 PM - Arquivado em Feelings
“A Máfia Médica” é o título do livro que custou à doutora Ghislaine Lanctot a sua expulsão do colégio de médicos e a retirada da sua licença para exercer medicina. Trata-se provavelmente da denuncia, publicada, mais completa, integral, explícita e clara do papel que forma, a nível mundial, o complot formado pelo Sistema Sanitário e pela Industria Farmacêutica.
O livro expõe, por um lado, a errónea concepção da saúde e da enfermidade, que tem a sociedade ocidental moderna, fomentada por esta máfia médica que monopolizou a saúde pública criando o mais lucrativo dos negócios.
Para além de falar sobre a verdadeira natureza das enfermidades, explica como as grandes empresas farmacêuticas controlam não só a investigação, mas também a docência médica, e como se criou um Sistema Sanitário baseado na enfermidade em vez da saúde, que cronifica enfermidades e mantém os cidadãos ignorantes e dependentes dele.
O livro é pura artilharia pesada contra todos os medos e mentiras que destroem a nossa saúde e a nossa capacidade de auto-regulação natural, tornando-nos manipuláveis e completamente dependentes do sistema.
No arquivo pdf a seguir tem uma bela entrevista com Ghislaine Lanctot, autora do livro A Mafia Médica (The Medical Mafia), realizada por Laura Jimeno Muñoz para Discovery Salud.
O livro The Medical Mafia (em Inglês) está disponível para download em vários sites da internet:
Ghislaine Lanctot – The Medical Mafia.pdf
File Size: 13,842 KB
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

BACTÉRIAS: O RISCO QUE VEM DO PROFISSIONAL DA SAÚDE

João Evilázio Gomes

      Circula no Senado projeto de lei do deputado Inocêncio de Oliveira (PR-PE), que proíbe profissionais da saúde o uso de jalecos, aventais, outras vestimentas especiais e equipamentos de proteção individual fora do ambiente de trabalho. Estados e municípios estão aprovando leis no mesmo sentido. No Paraná e Mato Grosso do Sul, já vigoram normas estaduais sobre a matéria. Lá, eles até aplicam multas a quem descumprir a exigência. Segundo especialistas, o tecido dos jalecos e aventais abriga bactérias e vírus que podem ser transmitidos aos alimentos e para todos os locais onde o profissional tenha passado. De forma silenciosa e invisível, isso aumenta o perigo de contaminação por doenças causadas por bactérias.
      Em Barbacena, esse risco é muito alto. É uma verdadeira farra de estudantes e trabalhadores do setor, que parecem ignorar o assunto, apesar das discussões em todo o país. Na cidade, é comum ver um exército de “doutores bactérias” com suas roupas de trabalho nas ruas, nos ônibus, bares, restaurantes, nas lanchonetes e nos mercados. É preciso uma providência urgente. Aliás, faz alguns anos que o uso dessas vestimentas fora do ambiente hospitalar é proibido por normas internacionais, pelo Ministério do Trabalho e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As medidas deveriam ser suficientes e afixadas em todos os locais de uso coletivo. E cumpridas, para o bem de todos. Na Grã-Bretanha, até bijuterias foram abolidas.

www.redatorjoaoevilazio.blogspot.com

domingo, 6 de fevereiro de 2011

BARBACENA: PROBLEMAS NO TRANSPORTE COLETIVO URBANO

João Evilázio Gomes

      As comunidades dos distritos de Colônia Rodrigo Silva e Campolide, que dependem de transporte coletivo, passam por grandes dificuldades e transtornos para se deslocar até a cidade. A empresa Andrea, que mantinha as passagens com preço mais baixo e, há décadas, atendia às localidades com eficiência, foi absorvida pelas empresas da família Barraca, cujo principal chefe é ex-vereador de vários mandatos, ainda influente no meio político local e detém monopólio do lucrativo setor na região. Com isso, em nome da ganância perversa e sem limite e dos mais altos lucros, mediante breve aviso, o preço da passagem foi muito elevado, vários horários cortados nas referidas localidades. Inclusive a Gruta Nossa Senhora de Lourdes ficou sem ônibus. Agora, além de uma extensa e dura caminhada até o ponto da estrada principal, as pessoas têm de suportar uma espera longa demais, debaixo de chuva ou sol forte, pelos poucos coletivos, quase sempre lotados. A situação piora nos fins de semana, feriados e épocas de festas. E cresce a revolta dos moradores. Durante as aulas da UNIPAC, os ônibus circulam com prioridade. Mas os donos do transporte e o poder público parecem indiferentes com a situação. Por outro lado, quanto à transferência da concessão das linhas em questão, falta transparência da Prefeitura e dos empresários. A licitação, obrigatória, não ocorreu. O Legislativo municipal não se manifesta. A quem recorrer?

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